terça-feira, 1 de novembro de 2011
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Elixires naturais
Sal marinho
- 1/2 colher de chá sal marinho num copo de água morna
O sal é um anti-séptico suave, fortalece as gengivas e neutraliza o ácido que ajuda à formação do tártaro. Se tiver úlceras na língua pode fazer bochechos com esta mistura várias vezes ao dia.
Sal marinho e limão
- juntar umas gotas de limão à "receita anterior" para branquear (o sal neutraliza o ácido)
Camomila
Fazer uma infusão de camomila e utilizá-la, fria, para bochechar (é desinfectante).
Elixir de salva
250ml de água a ferver
2 colheres de chá de salva seca
1/2 colher de chá de sal marinho
(tanto a salva como o sal são anti-sépticos suaves, adstrigentes - tonificam - e aliviam inflamações)
Verter a água sobre a salva, tapar e deixar em infusão durante 15 minutos. Coar, juntar o sal e deixar arrefecer. Bochechar com cerca de 60 ml. Utilizar no prazo de 2 dias.
.
Elixir de menta
250ml de água
1 colher de chá de glicerina vegetal
1 colher de suco de aloé vera (amacia as gengivas)
6 gotas de óleo essencial de hortelã-pimenta (combate as bactérias)
Misturar tudo e guardar num recipiente tapado. Agitar antes de usar. Utilizar nos dias seguintes.
Elixir de ervas
250ml de água a ferver
2 colheres de chá de hortelã-pimenta seca
1 colher de chá de sementes de anis (refresca o hálito)
1/2 colher de chá de tintura de mirra (fortalece as gengivas, é anti-séptica e conservante)
Verter a água sobre a hortelã-pimenta e as sementes de anis. Tapar e deixar em infusão até arrefecer. Coar e adicionar a mirra. Guardar o elixir num frasco e agitar antes de usar.
Se precisar de refrescar o hálito pode mastigar:
- salsa fresca;
- sementes de funcho;
- sementes de anis;
- folhas de hortelã ou hortelã-pimenta (ou beber uma chávena de chá das mesmas).
de:
365 coisas que posso fazer.
1001 Remédios Naturais de Laurel Vukovic
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Pesticidas Naturais III - Cinza
Cinzas de madeira e de debulho de arroz
Eficaz contra roscas, caracóis, lesmas e mariposas-do-nabo.
- Junte as cinzas de debulho de arroz ou madeira queimada (eucalipto e cipreste são as mais eficazes)
Eficaz contra roscas, caracóis, lesmas e mariposas-do-nabo.
Pesticidas Naturais II - Pimenta Malagueta
Pimenta-malagueta
Pique uma xícara (chávena) de pimenta-malagueta (cuidado para não esfregar os olhos!)
Acrescente 2 litros de água .
Eficaz contra as lagartas, os afídeos e as formigas.
Pique uma xícara (chávena) de pimenta-malagueta (cuidado para não esfregar os olhos!)
Acrescente 2 litros de água .
- Deixe de molho na água por 2 ou 3 dias ou ferva por 15 minutos.
- Acrescente sabão em pó ou lascas de sabão, misture e filtre.
Eficaz contra as lagartas, os afídeos e as formigas.
Pesticidas Naturais I - Tabaco
Estes pesticidas são feitos com plantas existentes no local. Na maioria das receitas, é acrescentada uma pequena quantidade de sabão, para fazer com que a solução grude nas folhas. Filtre-as usando um pedaço de pano ou tecido de saco.
Aplique os pesticidas na hora do poente, ou logo depois, para causar o mínimo dano possível aos predadores úteis. Use um pulverizador ou regador, ou mergulhe um galho cheio de folhas na solução e salpique as plantas.
Tabaco
Eficaz contra a broca das hastes do milho, lagartas, afídeos, moscas e gorgulhos, assim como contra carrapatos nos animais.
Aplique os pesticidas na hora do poente, ou logo depois, para causar o mínimo dano possível aos predadores úteis. Use um pulverizador ou regador, ou mergulhe um galho cheio de folhas na solução e salpique as plantas.
Tabaco
- Pegue dois punhados de folhas secas (200g) ou de pontas de cigarros.
- Ferva de 15 a 20 minutos em 2 litros de água.
- Acrescente sabão, misture e deixe esfriar antes de filtrar.
- Dilua com 5 litros de água.
Eficaz contra a broca das hastes do milho, lagartas, afídeos, moscas e gorgulhos, assim como contra carrapatos nos animais.
Controle de caracóis e lesmas em hortaliças
Lesmas e caracóis provocam tanto prejuízos quantitativos quanto qualitativos, pois além de diminuírem a produtividade, depreciam o produto reduzindo seu valor devido à presença de muco ou mesmo dos próprios animais nas hortaliças.
Estes moluscos vivem em locais úmidos e sombreados, danificando plantas normalmente durante a noite. Podem ser vistos durante o dia, em dias nebulosos e úmidos, após as chuvas. Lesmas e caracóis raspam (com uma estrutura chamada rádula) as folhas, caules e brotos novos, podendo em infestações severas levar à morte das plantas.
O manejo envolve uma série de medidas de controle, como o uso de iscas tóxicas à base de metaldeído, coleta manual de adultos e uso de armadilhas à base de cerveja ou leite, ou restos culturais, além do uso de faixas de cal ou cinza (de pelo menos 20 cm de largura) ao redor da cultura.
Outros métodos:Catação: a coleta manual de adultos é factível, quando a área cultivada for pequena. Coletar os adultos com luvas de borracha ou sacos plásticos, pois os moluscos podem transmitir doenças ao homem através de sua mucosidade. Os adultos deverão ser destruídos em água fervente ou mecanicamente.
Iscas tóxicas: normalmente a base de metaldeído são pelets que devem ser distribuídos na dosagem de 50 gramas de isca por metro quadrado (ou segundo a dosagem recomendada pelo fabricante) obtendo redução de aproximadamente 80% da população infestante.
Armadilhas: consistem em estopa ou panos embebidos em cerveja ou leite dispostos junto à cultura infestada. Colocar estas armadilhas ao anoitecer e recolher no dia seguinte bem cedo. Tanto a cerveja quanto o leite atrai lesmas e caracóis, os quais deverão ser recolhidos e destruídos mecanicamente. Também poderão ser dispostos restos de hortaliças (talos, folhas, etc.) como atrativos, sobre jornais ou lona plástica.
Cal ou cinza: dispor em faixas de aproximadamente 20 cm de largura em volta da cultura. Estas faixas dificultam o acesso de lesmas e caracóis. Após cada chuva ou semanalmente repetir o tratamento.
O controle com moluscicidas é feito com iscas peletizadas à base de metaldeído, produto medianamente tóxico. Os moluscos necessitam ingerir estas iscas tóxicas para que ocorra a morte dos mesmos. Todos os produtos registrados no mercado são à base de metaldeído.
Em pequenas áreas de cultivo, em sementeiras de hortaliças ou estufas (casas de vegetação), o uso de iscas é viável economicamente, ao passo que em grandes áreas este uso é limitado pelo alto custo.
Instituto Biológico Brasileiro
Estes moluscos vivem em locais úmidos e sombreados, danificando plantas normalmente durante a noite. Podem ser vistos durante o dia, em dias nebulosos e úmidos, após as chuvas. Lesmas e caracóis raspam (com uma estrutura chamada rádula) as folhas, caules e brotos novos, podendo em infestações severas levar à morte das plantas.
O manejo envolve uma série de medidas de controle, como o uso de iscas tóxicas à base de metaldeído, coleta manual de adultos e uso de armadilhas à base de cerveja ou leite, ou restos culturais, além do uso de faixas de cal ou cinza (de pelo menos 20 cm de largura) ao redor da cultura.
Outros métodos:Catação: a coleta manual de adultos é factível, quando a área cultivada for pequena. Coletar os adultos com luvas de borracha ou sacos plásticos, pois os moluscos podem transmitir doenças ao homem através de sua mucosidade. Os adultos deverão ser destruídos em água fervente ou mecanicamente.
Iscas tóxicas: normalmente a base de metaldeído são pelets que devem ser distribuídos na dosagem de 50 gramas de isca por metro quadrado (ou segundo a dosagem recomendada pelo fabricante) obtendo redução de aproximadamente 80% da população infestante.
Armadilhas: consistem em estopa ou panos embebidos em cerveja ou leite dispostos junto à cultura infestada. Colocar estas armadilhas ao anoitecer e recolher no dia seguinte bem cedo. Tanto a cerveja quanto o leite atrai lesmas e caracóis, os quais deverão ser recolhidos e destruídos mecanicamente. Também poderão ser dispostos restos de hortaliças (talos, folhas, etc.) como atrativos, sobre jornais ou lona plástica.
Cal ou cinza: dispor em faixas de aproximadamente 20 cm de largura em volta da cultura. Estas faixas dificultam o acesso de lesmas e caracóis. Após cada chuva ou semanalmente repetir o tratamento.
O controle com moluscicidas é feito com iscas peletizadas à base de metaldeído, produto medianamente tóxico. Os moluscos necessitam ingerir estas iscas tóxicas para que ocorra a morte dos mesmos. Todos os produtos registrados no mercado são à base de metaldeído.
Em pequenas áreas de cultivo, em sementeiras de hortaliças ou estufas (casas de vegetação), o uso de iscas é viável economicamente, ao passo que em grandes áreas este uso é limitado pelo alto custo.
Instituto Biológico Brasileiro
Controlo das Formigas
Existem muitas espécies de formigas em áreas urbanas. Não é recomendado, porém, o uso de inseticidas repelentes pulverizados diretamente nos locais de trânsito delas ou mesmo em aberturas de ninhos eventualmente localizados. "Inseticidas pulverizados podem levar à fragmentação das colônias, disseminando ainda mais a infestação". A solução, segundo, é fazer o controle por meio de iscas. Iscas encontradas em supermercados podem servir, mas não para todos os tipos de formigas, pois as preferências alimentares (gordura, açúcar, proteína) podem variar entre as espécies. Por isso recomenda-se o uso de fórmulas caseiras naturais, como a aplicação de extratos vegetais aquosos à base de cravo-da-índia, pimenta-do-reino ou alho, nos ninhos das formigas. No caso do alho, para cada 900 mililitros de água fria, adicionam-se 100 gramas do tempero descascado e macerado. Passadas 48 horas, basta coar a solução e aplicar no ninho ou no local onde houver maior quantidade de formigas. A mesma proporção serve para soluções à base de cravo ou pimenta.
Instituto Biológico Brasileiro
Instituto Biológico Brasileiro
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Formação Parte V - Colheita e Amostra da Terra
Foi feita a recolha da amostra de Terra das Hortas Comunitárias e o Grupo Portucel Soporcel foi responsável no âmbito da Empresa RAIZ de realizar a respetiva análise.
A análise foi realizada a duas amostras de solo no âmbito do Projeto-piloto – Hortas Comunitárias.
Face aos resultados, e sem fazer uma recomendação específica para culturas, é importante destacar os seguintes pontos:
• Não há diferenças significativas entre as duas amostras, para todos os parâmetros analisados, com exceção do pH que poderá ser limitante para a maioria das culturas, principalmente no solo referente à amostra a. Em consequência, para o cultivo de plantas hortícolas, poderão ser necessárias medidas para o abaixamento do pH do solo.
• De um modo geral, a fertilidade do solo é elevada para todos os nutrientes analisados, não havendo necessidade de aplicação de quaisquer fertilizantes, com exceção de azoto. Assim, dependendo da cultura, poderá haver a necessidade de aplicação de uma fonte de fertilizante azotado. Neste caso, deverá ser utilizada uma fonte de reação ácida, como o Sulfato de Amónio, que ajudará a baixar o pH do solo. O pH elevado poderá induzir a deficiências de micronutrientes, pela insolubilização destes.
• Os valores de metais pesados estão normalmente muito abaixo dos limites legais (DL 276/2009, Anexo 1, Quadro 1), não havendo restrição quanto a este fator.
A análise foi realizada a duas amostras de solo no âmbito do Projeto-piloto – Hortas Comunitárias.
Face aos resultados, e sem fazer uma recomendação específica para culturas, é importante destacar os seguintes pontos:
• Não há diferenças significativas entre as duas amostras, para todos os parâmetros analisados, com exceção do pH que poderá ser limitante para a maioria das culturas, principalmente no solo referente à amostra a. Em consequência, para o cultivo de plantas hortícolas, poderão ser necessárias medidas para o abaixamento do pH do solo.
• De um modo geral, a fertilidade do solo é elevada para todos os nutrientes analisados, não havendo necessidade de aplicação de quaisquer fertilizantes, com exceção de azoto. Assim, dependendo da cultura, poderá haver a necessidade de aplicação de uma fonte de fertilizante azotado. Neste caso, deverá ser utilizada uma fonte de reação ácida, como o Sulfato de Amónio, que ajudará a baixar o pH do solo. O pH elevado poderá induzir a deficiências de micronutrientes, pela insolubilização destes.
• Os valores de metais pesados estão normalmente muito abaixo dos limites legais (DL 276/2009, Anexo 1, Quadro 1), não havendo restrição quanto a este fator.
Formação Parte IV - Plantas Aromáticas
Guia das Plantas aromáticas e medicinais - C.M. Peniche
http://www.cm-peniche.pt/_uploads/PDF_Noticias/GuiaPlantas.pdf
Plantas Aromáticas e Medicinais mais utilizadas no Parque Nacional da Serra de Sintra
http://portal.icnb.pt/NR/rdonlyres/64AA613E-0EBC-46F4-B295-67A74BE7150A/6250/AROMATICAS2008netw.pdf
Receitas com Ervas Aromáticas - DRH da Câmara de Lisboa
http://lisboaverde.cmlisboa.pt/fileadmin/DMRH/Formacao/Noticias/Receitas_com_ervas_aromaticas.pdf
http://www.cm-peniche.pt/_uploads/PDF_Noticias/GuiaPlantas.pdf
Plantas Aromáticas e Medicinais mais utilizadas no Parque Nacional da Serra de Sintra
http://portal.icnb.pt/NR/rdonlyres/64AA613E-0EBC-46F4-B295-67A74BE7150A/6250/AROMATICAS2008netw.pdf
Receitas com Ervas Aromáticas - DRH da Câmara de Lisboa
http://lisboaverde.cmlisboa.pt/fileadmin/DMRH/Formacao/Noticias/Receitas_com_ervas_aromaticas.pdf
Formação Parte III - Controlo Biológico
A Produção em Modo Biológico - Quinta do Paço
http://www.lipor.pt/upload/Lipor/ficheiros/AB_Cantinho%20Aromaticas_Jorge%20Sa_GPEIFB-FHF2OC.pdf
Plantas Úteis em Agricultura Biológica - Hortas de Cascais
http://www.hortasdecascais.org/fileManager/editor/guia_de_campo.pdf
http://www.lipor.pt/upload/Lipor/ficheiros/AB_Cantinho%20Aromaticas_Jorge%20Sa_GPEIFB-FHF2OC.pdf
Plantas Úteis em Agricultura Biológica - Hortas de Cascais
http://www.hortasdecascais.org/fileManager/editor/guia_de_campo.pdf
Formação Parte II - Compostagem
Compostagem
A compostagem é a actividade mais importante na horta ou jardim. Porque é o meio mais eficiente que se conhece, de melhorar a estrutura do solo, tornando-o mais fértil.
O que é a compostagem?
A compostagem é um processo natural de transformar matéria vegetal em húmus. Como se faz? Para este processo simples, necessita a acumulação de matéria vegetal num recipiente ou espaço durante um determinado tempo, permitindo que os micro organismos actuem sobre a matéria vegetal, decompondo-a lentamente transformando-a em húmus. O sucesso de um compostor depende dos micro organismos.
O que é preciso?
Para além da matéria vegetal, é necessário haver oxigénio, humidade, num teor de aproximadamente 60%, pode-se adicionar também um acelerador de compostagem, que se traduz na adição de um estrume animal, pode ser de galinheiro por exemplo, estrume de cavalo ou urtigas quando estas abundam. Este processo liberta calor como na fermentação.
Decomposição
A decomposição é iniciada por micro organismos pioneiros (fungo do açúcar) que actua a temperaturas baixas. Com o aumento da temperatura no interior da matéria orgânica entram em acção outros microorganismos que actuam a temperaturas mais elevadas. A decomposição fornece os nutrientes ao húmus, torna a mistura negra e diminui o seu volume. A consistência da matéria orgânica é muito importante, partículas mais pequenas aceleram o processo micro biológico. As partes de uma planta. A parte exterior é protegida por uma cera ou óleo, a celulose, partes das paredes celulares, vasos e fibras vegetais, e lignina.
Vamos fazer composto?
Claro que vamos! Matérias para fazer compostagem Matérias verdes -- Alto teor de humidade e de N (azoto). Verduras e legumes, cascas de fruta, borras de café. Matérias castanhas-- Folhagem de árvores, sebes de jardim, palha, papel de jornal. Este material é rico em C (carbono). Este material permite maior espaço entre as partículas e aumenta o teor de O (oxigénio) dentro do composto. Algas marinhas, ricas em sais minerais e cascas de ovos com elevado teor de Ca (cálcio).
Que tipo de contentor se deve arranjar para fazer um compostor?
Sugiro que para uma horta as paletes de madeira sejam as mais apropriadas para fazer um compostor de tamanho ideal è importante que um compostor tenha uma tampa para prevenir excessos de água se chover, deve ter capacidade para respirar, amplos orifícios para entrada de ar. Com quatro paletes, seguras ao alto, umas ás outras, com arames e temos um bom compostor, com mais duas paletes criamos um novo espaço adjacente ao compostor para amontuar matéria orgânica. Contudo qualquer recipiente dá para fazer um compostor; pode ser feito de tijolos, de arame, bidons ou contentores especialmente feitos para esse fim. A eleição das paletes é sugerida pois elas são relativamente fáceis de se encontrar e dão continuidade à sua utilização (reciclagem).
Humidade
O teor de humidade deve rondar os 60% parecido com o teor de uma esponja que acaba de ser espremida. Humidade a menos atrasa a produção do húmus pois diminui a temperatura do composto. Humidade a mais "azeda" o composto que se torna mais pastoso e mal cheiroso. Maior humidade maior temperatura do composto. Onde se deve por o compostor? Pois o compostor não é das coisas mais agradáveis de se olhar no jardim mas numa horta até passa despercebido. Deve-se procurar um lugar pouco exposto ao sol debaixo de alguma árvore por exemplo.
Compostagem quente
É a forma de compostagem mais vantajosa para a horta. Matéria verde + matéria castanha + humidade = calor. Temperaturas entre os 55 e os 65 graus Celcius. Faz-se utilizando sucessivas camadas alternadas. No fundo coloca-se uma camada de matéria castanha e depois uma camada de matéria verde numa relação de 3 para 1. Por ex. 15cm de matéria castanha, para 5 cm de matéria verde. Por cima destas duas camadas adiciona-se uma fina camada de estrume de galinheiro, e, adicione logo de seguida a camada de castanhos sobre a qual despeja um regador de água. Por vezes, e tendo em conta que o material castanho não tem solo algum agarrado, pode-se aplicar uma fina camada de solo, pois esta contém uma quantidade muito grande de micro organismos. De seguida e com a ajuda de uma alfaia adequada para a tarefa "calque" a superfície do material de modo a ficar aconchegado. Continua-se adicionando sucessivas camadas três a quatro vezes até o recipiente estar cheio. É preciso relembrar que é perfeitamente aceitável que o volume do composto vá abatendo com o tempo. Ao fim de 90 dias o composto está pronto e poderá então procurar um crivo de malha larga (1.5 x1.5 cm) e peneirar todo o seu composto separando as partes mais grossas do resto do material. O resultado deveria ser uma matéria fofa, de cor negra, com um cheiro a terra. Um verdadeiro tesouro para o solo e para as culturas. Se o teor de humidade for baixo, a temperatura não sobe, o composto demora mais tempo a ficar pronto e as sementes no composto não são neutralizadas pelo calor, Compostagem castanha É um processo frio e lento,( demora seis meses) a matéria castanha inclui folhas secas de outono e aparas de sebes ou sobras de árvores podadas, tudo se vai acumulando numa pilha que ao longo do tempo tem atraído uma quantidade de minhocas. Este material castanho pode e deve ser triturado para acelerar a sua decomposição. O húmus produzido é mais rico e o volume não se reduz como na compostagem quente e contem um tipo de micro organismos que são mais benéficos para culturas de semente. O composto é aplicado em volta dos pés das culturas e os nutrientes são libertados lentamente durante a rega. Mais tarde o composto é integrado no solo quando se voltar a preparar a próxima cultura.
Por Afonso Costa (Maio 2011)
A compostagem é a actividade mais importante na horta ou jardim. Porque é o meio mais eficiente que se conhece, de melhorar a estrutura do solo, tornando-o mais fértil.
O que é a compostagem?
A compostagem é um processo natural de transformar matéria vegetal em húmus. Como se faz? Para este processo simples, necessita a acumulação de matéria vegetal num recipiente ou espaço durante um determinado tempo, permitindo que os micro organismos actuem sobre a matéria vegetal, decompondo-a lentamente transformando-a em húmus. O sucesso de um compostor depende dos micro organismos.
O que é preciso?
Para além da matéria vegetal, é necessário haver oxigénio, humidade, num teor de aproximadamente 60%, pode-se adicionar também um acelerador de compostagem, que se traduz na adição de um estrume animal, pode ser de galinheiro por exemplo, estrume de cavalo ou urtigas quando estas abundam. Este processo liberta calor como na fermentação.
Decomposição
A decomposição é iniciada por micro organismos pioneiros (fungo do açúcar) que actua a temperaturas baixas. Com o aumento da temperatura no interior da matéria orgânica entram em acção outros microorganismos que actuam a temperaturas mais elevadas. A decomposição fornece os nutrientes ao húmus, torna a mistura negra e diminui o seu volume. A consistência da matéria orgânica é muito importante, partículas mais pequenas aceleram o processo micro biológico. As partes de uma planta. A parte exterior é protegida por uma cera ou óleo, a celulose, partes das paredes celulares, vasos e fibras vegetais, e lignina.
Vamos fazer composto?
Claro que vamos! Matérias para fazer compostagem Matérias verdes -- Alto teor de humidade e de N (azoto). Verduras e legumes, cascas de fruta, borras de café. Matérias castanhas-- Folhagem de árvores, sebes de jardim, palha, papel de jornal. Este material é rico em C (carbono). Este material permite maior espaço entre as partículas e aumenta o teor de O (oxigénio) dentro do composto. Algas marinhas, ricas em sais minerais e cascas de ovos com elevado teor de Ca (cálcio).
Que tipo de contentor se deve arranjar para fazer um compostor?
Sugiro que para uma horta as paletes de madeira sejam as mais apropriadas para fazer um compostor de tamanho ideal è importante que um compostor tenha uma tampa para prevenir excessos de água se chover, deve ter capacidade para respirar, amplos orifícios para entrada de ar. Com quatro paletes, seguras ao alto, umas ás outras, com arames e temos um bom compostor, com mais duas paletes criamos um novo espaço adjacente ao compostor para amontuar matéria orgânica. Contudo qualquer recipiente dá para fazer um compostor; pode ser feito de tijolos, de arame, bidons ou contentores especialmente feitos para esse fim. A eleição das paletes é sugerida pois elas são relativamente fáceis de se encontrar e dão continuidade à sua utilização (reciclagem).
Humidade
O teor de humidade deve rondar os 60% parecido com o teor de uma esponja que acaba de ser espremida. Humidade a menos atrasa a produção do húmus pois diminui a temperatura do composto. Humidade a mais "azeda" o composto que se torna mais pastoso e mal cheiroso. Maior humidade maior temperatura do composto. Onde se deve por o compostor? Pois o compostor não é das coisas mais agradáveis de se olhar no jardim mas numa horta até passa despercebido. Deve-se procurar um lugar pouco exposto ao sol debaixo de alguma árvore por exemplo.
Compostagem quente
É a forma de compostagem mais vantajosa para a horta. Matéria verde + matéria castanha + humidade = calor. Temperaturas entre os 55 e os 65 graus Celcius. Faz-se utilizando sucessivas camadas alternadas. No fundo coloca-se uma camada de matéria castanha e depois uma camada de matéria verde numa relação de 3 para 1. Por ex. 15cm de matéria castanha, para 5 cm de matéria verde. Por cima destas duas camadas adiciona-se uma fina camada de estrume de galinheiro, e, adicione logo de seguida a camada de castanhos sobre a qual despeja um regador de água. Por vezes, e tendo em conta que o material castanho não tem solo algum agarrado, pode-se aplicar uma fina camada de solo, pois esta contém uma quantidade muito grande de micro organismos. De seguida e com a ajuda de uma alfaia adequada para a tarefa "calque" a superfície do material de modo a ficar aconchegado. Continua-se adicionando sucessivas camadas três a quatro vezes até o recipiente estar cheio. É preciso relembrar que é perfeitamente aceitável que o volume do composto vá abatendo com o tempo. Ao fim de 90 dias o composto está pronto e poderá então procurar um crivo de malha larga (1.5 x1.5 cm) e peneirar todo o seu composto separando as partes mais grossas do resto do material. O resultado deveria ser uma matéria fofa, de cor negra, com um cheiro a terra. Um verdadeiro tesouro para o solo e para as culturas. Se o teor de humidade for baixo, a temperatura não sobe, o composto demora mais tempo a ficar pronto e as sementes no composto não são neutralizadas pelo calor, Compostagem castanha É um processo frio e lento,( demora seis meses) a matéria castanha inclui folhas secas de outono e aparas de sebes ou sobras de árvores podadas, tudo se vai acumulando numa pilha que ao longo do tempo tem atraído uma quantidade de minhocas. Este material castanho pode e deve ser triturado para acelerar a sua decomposição. O húmus produzido é mais rico e o volume não se reduz como na compostagem quente e contem um tipo de micro organismos que são mais benéficos para culturas de semente. O composto é aplicado em volta dos pés das culturas e os nutrientes são libertados lentamente durante a rega. Mais tarde o composto é integrado no solo quando se voltar a preparar a próxima cultura.
Por Afonso Costa (Maio 2011)
Formação Parte I - Solos
Introdução
Nem sempre temos a capacidade de controlar certos aspectos das nossas vidas. O clima é um factor sobre o qual nenhum de nós tem qualquer domínio, podemos prever as condições climáticas com uma certa precisão mas não o podemos evitar. Para aqueles que estão mais atentos ao desenrolar dos acontecimentos relacionados com o clima a nível global, é impossível não notar que cada vez mais este muda, com casos extremos de surtos de calor e frio, grandes tempestades de chuvas torrenciais, incêndios, tornados, erupções vulcânicas, tudo acontece agora de uma maneira mais descontrolada, ou será que sempre foi assim, mas a aldeia global está agora tão interligada, que tudo se sabe mal a coisa acontece? Seja como for estamos à mercê dos elementos, a vida segue e continuamos a olhar a natureza.
Se falar do clima, é tema clássico para encaminhar uma qualquer conversa, já falar da economia é algo mais complicado. Digo isto porque este é um factor sobre o qual temos algum controlo embora que condicionado. Para uns e outros sempre atravessamos um período difícil economicamente falando. Hoje são as preocupações com o desemprego, o custo dos bens essenciais, e toda uma pressão económica, com demandas de maior produtividade e maiores ganhos. Para muitos esta é uma questão de sobrevivência. Mas a vida continua e nós continuamos olhando a Natureza.
Invariavelmente a saúde é um tema de conversa por excelência, daqueles mais usados para manter dois animados dedos de conversa. Não me parece que este seja um factor que cada um de nós possa deixar nas mãos de quem quer que seja. Temos que tomar conta da nossa saúde sem ela a vida torna-se bastante difícil. É pois aqui que começam os primeiros vislumbres de uma sociedade mais consciente. É aqui que temos de tomar a iniciativa e fazer algo de importante para nós e para as gerações vindouras. Todos nós temos a capacidade, e o dever, de olhar pelo meio e protegendo-o asseguraremos a saúde e o bem estar. Podemos lutar contra a poluição do ar, o efeito de estufa, evitar contaminações de água e solo e falar bem alto em relação aos abusos sobre a natureza. O cerco aperta-se e cada vez mais nos afastamos da natureza.
Vamos fazer então o quê? Vamos primeiro continuar a olhar para a Natureza, porque ela tudo revela, e se olharmos atentamente ela está sempre a dar-nos uma lição de vida. Podemos aperceber-nos de uma visão cíclica de todas as coisas,o dia segue a noite, as fases da lua repetem-se, as estações do ano marcam um compasso astral. Uma pequena semente espreita uma oportunidade, assim que as condições climáticas estão propícias ela germina, e inicia um maravilhoso percurso de vida. Primeiro duas folhas singelas num frágil caule e com um esforço imperceptível desenvolve um sistema radicular forte e capaz de fornecer toda a seiva necessária para crescer. Rapidamente com o passar dos dias dezenas de folhas formam uma planta robusta e em breve surgem as mais belas e coloridas flores. As abelhas visitam as flores e não tarda o pico do verão, as flores desenvolvem-se em pequenas cápsulas de sementes e a planta começa a perder o viço. Chega o fim do Outono e a planta exausta do seu percurso deixa cair as sementes ao solo. Completa assim um percurso cíclico maravilhoso, o da perpetuação da espécie. Uma bela lição de amor. É este o mistério da vida, a indubitável presença divina.
Na Natureza tudo é equilíbrio e todas as acções têm reflexos. Qualquer intervenção é capaz de provocar um desequilíbrio. As cadeias alimentares estão perfeitamente calibradas com o ajuste de milhões de anos. Toda a biodiversidade é perfeitamente ajustada até que o Homem, com toda a sua capacidade irracional para julgar o que é bom ou mau, decida interferir e alterando esta cadeia provoca um descontrolo neste delicado equilíbrio.
Os produtos químicos são nos dias de hoje usados indiscriminadamente e estão à disposição de qualquer um numa qualquer prateleira de supermercado. Olhamos para eles como uma solução para tantos problemas que nos surgem e com o seu uso continuamos a alterar o doce equilíbrio que a Natureza nos tenta proporcionar. Adubos para crescimento rápido, insecticidas, pesticidas e fungicidas são os principais responsáveis pela contaminação de produtos alimentares da contaminação dos solos e lençóis freáticos.
Estes produtos entram na cadeia alimentar dos animais e do homem, produtos considerados carcinógenos, metais pesados, todos eles nocivos ou tóxicos e prejudiciais ao ser humano e sua saúde.
O valor de um produto agrícola pode ser visto de uma perspectiva completamente diferente quando existe nele a certeza de não conter agrotóxicos.
O valor de um produto biológico não é só o tempo que ele leva a produzir, é conhecer a sua origem, é porventura o fruto do próprio trabalho, conhecer a frescura do produto do seu sabor mais apurado e da sua boa qualidade.
O que é um produto orgânico?
Falar de agricultura orgânica é o mesmo que falar de agricultura biológica, e, quer dizer simplesmente que é a produção de um alimento sem o recurso a fertilizantes ou pesticidas.
A agricultura biológica não recorre a organismos geneticamente modificados. A agricultura biológica é uma actividade de base holística e o ênfase está no solo, onde um solo saudável é sinónimo de alimentos de qualidade superior. Esta actividade diz não ao uso de produtos agrotóxicos, que são os produtos que se fixam tanto no homem como nos animais, diz não a produtos reguladores do crescimento (hormonas). A agricultura biológica tem como base o uso de estrumes de animais, a rotação das culturas, a adubação verde, a compostagem, o controlo biológico de pragas e doenças a manutenção das estruturas do solo e do desenvolvimento sustentável.
Introdução
O mundo corre a uma velocidade cada vez maior. O homem faz máquinas para acelerar a produção e reduzir custos, em detrimento da qualidade benéfica do alimento, beneficiando da situação consumidor/produtor capitalista. Os resultados provam agora ser maus para a qualidade de vida das populações. O movimento orgânico/biológico está dependente da tecnologia, não exclui a produção sustentável conservando o ambiente, tornando-se independente do uso de combustíveis fosseis usando os biocombustíveis, promovendo a reciclagem e a compostagem, respeitando o solo o ar e a biodiversidade.
A produção biológica é vista como um radicalismo, como um retrocesso da sociedade.
A produção biológica assenta no respeito por todas as formas de vida - (budismo)
É a favor dos proveitos económicos, do aumento dos ganhos de famílias pobres e pela independência de produtos químicos.
Promove a protecção do solo contra a erosão e a lixiviação e protege os rios.
O movimento é a favor de um mundo melhor, uma vida melhor e com melhor qualidade de vida.
Acredita na sustentabilidade do ambiente.
Características
A produção biológica respeita o equilíbrio da natureza advogando o uso de adubação verde e o controlo biológico de pragas.
Estende-se à pecuária dizendo não ao uso de remédios, de hormonas, na ausência de produtos químicos na alimentação do gado.
Desprezo pela indústria química.
Tolerância da indústria mecânica, energética e logística.
Expansão do conceito biológico a outras esferas de produção, como por exemplo a fibra de algodão e da produção da cana de açúcar.
Reconhecimento de um profundo desconhecimento da microflora onde 95% dos organismos no solo são desconhecidos, e, sabendo-se que esta micro actividade facilita a disponibilização de nutrientes no solo, é imperativo que o meio microbiótico seja mais profundamente investigado.
Solo - A produção biológica demora tempo a estabelecer-se, aproximadamente dois anos. Esta situação acontece porque o meio é sujeito a grandes pressões por acção do Homem, o solo e os recursos hídricos são contaminados por produtos nocivos e o equilíbrio é alterado. Um produto só é certificado biológico, quando não apresenta factores poluentes.
Sustentabilidade - Este é um conceito segundo o qual o uso dos recursos naturais para satisfação de necessidades presentes, não compromete as necessidades das gerações futuras. A sustentabilidade é um projecto a longo prazo, onde o utilizador protege o meio usando métodos ecologicamente correctos. Esta actividade tem que ser economicamente viável, pela utilização dimensionada aos fins a que se destina, socialmente justo e culturalmente diverso.
O SOLO
O solo é um corpo natural, sujeito a uma evolução resultante da acção conjunta do clima, e, dos seres vivos, sobre as rochas, durante um período de tempo. É no solo que a matéria orgânica se transforma em matéria mineral por acção dos decompositores. O solo é a base das cadeias alimentares e sendo nele que o coberto vegetal se instala é responsável pela renovação do oxigénio.
O solo forma-se por degradação da rocha sobre influencias várias. A actuação directa do gelo e da água juntamente com mudanças de temperatura causam o desprendimento da rocha da sua matriz. Posteriormente as faces das rochas são enriquecidas com matérias orgânicas, primeiro os organismos pioneiros e depois um gradual aumento de biodiversidade contribuem para o aumento da fixação do coberto vegetal sobre a rocha.
Com o aumento da actividade vegetal e animal, estabelece-se uma camada superior de húmus, também chamada manta morta. Pela acção das chuvas, o movimento das águas para o interior do solo (meteorização) causa uma lixiviação (lavagem dos principais produtos solúveis) iniciando assim a mineralização da matéria orgânica.
Composição - O solo é composto por matéria orgânica, matéria mineral, ar e água. Sendo a matéria vegetal o húmus, resíduos vegetais em decomposição, a matéria mineral composta por areias de granulometria variada, ou silte, areias de partículas muito pequenas. A água no solo associa-se à matéria orgânica ou à matéria mineral por exemplo a argila. Todas as partículas do solo são separadas umas das outras e os espaços entre essas partículas (interstícios) são ocupados pelo ar.
Matéria mineral -
A areia - É uma matéria, permeável e tem uma grande mobilidade. Tem pouca capacidade de retenção de água ou nutrientes.
A argila - É uma matéria pouco permeável de grande capacidade plástica e de forte capacidade de retenção de água e de nutrientes. Tem uma grande afinidade com o húmus.
Matéria orgânica - Tem um elevado poder de retenção de água, é onde se encontram os nutrientes e se estabelece a acção microbiológica. A matéria orgânica melhora a constituição do solo.
O ar - É importante para a germinação das sementes e para a respiração das raízes. Os organismos do solo necessitam de ar para a sua actividade. O ar aquece o solo
A água - Serve de alimento para as plantas e fornece o Hidrogénio. 80% de uma planta é água. A água dissolve e mobiliza os nutrientes.
Classificação dos solos
Em relação à textura um solo pode ser:
Arenoso - Quando 80 a 90% do solo é areia
Argiloso - Onde mais de 30% do solo é argila.
Solo Franco - Onde mais de 50% é silte.
Propriedades
Solo coeso - Quando as partículas permanecem aglomeradas - solo necessita mais matéria orgânica na sua composição.
Solo com tenacidade - Quando o solo oferece grande resistência a alfaias.
Plasticidade do solo - Quando o solo permanece coeso e tem capacidade para ser moldado.
Adesividade do solo - Quando o solo se agarra com insistência ás alfaias.
Permeabilidade - Capacidade de permitir que a água se infiltre com relativa facilidade.
Capilaridade - Propriedade do solo onde a água contida no solo se movimenta pelos interstícios em direcção à superfície do solo.
O solo é a base da agricultura biológica e é um recurso finito.
A formação de trinta centímetros de solo pode demorar a acumular-se entre mil e dez mil anos.
Um grama de solo em boas condições pode conter 600 milhões de bactérias.
A actividade biológica do solo depende da matéria orgânica que a decompõe e assim contribui para a fertilidade e manutenção da estrutura do solo. A matéria orgânica melhora a infiltração e retenção da água aumentando a capacidade de trocas químicas (lixiviação) e com isso aumenta a produtividade do solo.
A Protecção do solo
As variadas pressões da intervenção humana sobre o solo causam um elevado número de problemas muitas vezes de difícil, impossível ou dispendiosa resolução, pelo que se apresenta uma melhor solução um rigoroso controle na prevenção dessas ocorrências.
É necessário prevenir a todo o custo a contaminação dos solos com metais pesados, pois estes elementos entram facilmente nas cadeias alimentares dos animais e do Homem causando graves problemas de saúde.
A impermeabilização do solo é um problema nas grandes urbes e contribui de uma maneira muito significante na destabilização das estruturas do solo tendo como efeito primário a diminuição dos níveis freáticos e consequentes problemas com a salinização do solo especialmente no litoral.
A compactação dos solos por excessivo uso da superfície faz com que o solo deixe de ser permeável contribuindo para maior probabilidade de inundações e aumenta a erosão do solo.
Por Afonso Sousa (Maio 2011)
Nem sempre temos a capacidade de controlar certos aspectos das nossas vidas. O clima é um factor sobre o qual nenhum de nós tem qualquer domínio, podemos prever as condições climáticas com uma certa precisão mas não o podemos evitar. Para aqueles que estão mais atentos ao desenrolar dos acontecimentos relacionados com o clima a nível global, é impossível não notar que cada vez mais este muda, com casos extremos de surtos de calor e frio, grandes tempestades de chuvas torrenciais, incêndios, tornados, erupções vulcânicas, tudo acontece agora de uma maneira mais descontrolada, ou será que sempre foi assim, mas a aldeia global está agora tão interligada, que tudo se sabe mal a coisa acontece? Seja como for estamos à mercê dos elementos, a vida segue e continuamos a olhar a natureza.
Se falar do clima, é tema clássico para encaminhar uma qualquer conversa, já falar da economia é algo mais complicado. Digo isto porque este é um factor sobre o qual temos algum controlo embora que condicionado. Para uns e outros sempre atravessamos um período difícil economicamente falando. Hoje são as preocupações com o desemprego, o custo dos bens essenciais, e toda uma pressão económica, com demandas de maior produtividade e maiores ganhos. Para muitos esta é uma questão de sobrevivência. Mas a vida continua e nós continuamos olhando a Natureza.
Invariavelmente a saúde é um tema de conversa por excelência, daqueles mais usados para manter dois animados dedos de conversa. Não me parece que este seja um factor que cada um de nós possa deixar nas mãos de quem quer que seja. Temos que tomar conta da nossa saúde sem ela a vida torna-se bastante difícil. É pois aqui que começam os primeiros vislumbres de uma sociedade mais consciente. É aqui que temos de tomar a iniciativa e fazer algo de importante para nós e para as gerações vindouras. Todos nós temos a capacidade, e o dever, de olhar pelo meio e protegendo-o asseguraremos a saúde e o bem estar. Podemos lutar contra a poluição do ar, o efeito de estufa, evitar contaminações de água e solo e falar bem alto em relação aos abusos sobre a natureza. O cerco aperta-se e cada vez mais nos afastamos da natureza.
Vamos fazer então o quê? Vamos primeiro continuar a olhar para a Natureza, porque ela tudo revela, e se olharmos atentamente ela está sempre a dar-nos uma lição de vida. Podemos aperceber-nos de uma visão cíclica de todas as coisas,o dia segue a noite, as fases da lua repetem-se, as estações do ano marcam um compasso astral. Uma pequena semente espreita uma oportunidade, assim que as condições climáticas estão propícias ela germina, e inicia um maravilhoso percurso de vida. Primeiro duas folhas singelas num frágil caule e com um esforço imperceptível desenvolve um sistema radicular forte e capaz de fornecer toda a seiva necessária para crescer. Rapidamente com o passar dos dias dezenas de folhas formam uma planta robusta e em breve surgem as mais belas e coloridas flores. As abelhas visitam as flores e não tarda o pico do verão, as flores desenvolvem-se em pequenas cápsulas de sementes e a planta começa a perder o viço. Chega o fim do Outono e a planta exausta do seu percurso deixa cair as sementes ao solo. Completa assim um percurso cíclico maravilhoso, o da perpetuação da espécie. Uma bela lição de amor. É este o mistério da vida, a indubitável presença divina.
Na Natureza tudo é equilíbrio e todas as acções têm reflexos. Qualquer intervenção é capaz de provocar um desequilíbrio. As cadeias alimentares estão perfeitamente calibradas com o ajuste de milhões de anos. Toda a biodiversidade é perfeitamente ajustada até que o Homem, com toda a sua capacidade irracional para julgar o que é bom ou mau, decida interferir e alterando esta cadeia provoca um descontrolo neste delicado equilíbrio.
Os produtos químicos são nos dias de hoje usados indiscriminadamente e estão à disposição de qualquer um numa qualquer prateleira de supermercado. Olhamos para eles como uma solução para tantos problemas que nos surgem e com o seu uso continuamos a alterar o doce equilíbrio que a Natureza nos tenta proporcionar. Adubos para crescimento rápido, insecticidas, pesticidas e fungicidas são os principais responsáveis pela contaminação de produtos alimentares da contaminação dos solos e lençóis freáticos.
Estes produtos entram na cadeia alimentar dos animais e do homem, produtos considerados carcinógenos, metais pesados, todos eles nocivos ou tóxicos e prejudiciais ao ser humano e sua saúde.
O valor de um produto agrícola pode ser visto de uma perspectiva completamente diferente quando existe nele a certeza de não conter agrotóxicos.
O valor de um produto biológico não é só o tempo que ele leva a produzir, é conhecer a sua origem, é porventura o fruto do próprio trabalho, conhecer a frescura do produto do seu sabor mais apurado e da sua boa qualidade.
O que é um produto orgânico?
Falar de agricultura orgânica é o mesmo que falar de agricultura biológica, e, quer dizer simplesmente que é a produção de um alimento sem o recurso a fertilizantes ou pesticidas.
A agricultura biológica não recorre a organismos geneticamente modificados. A agricultura biológica é uma actividade de base holística e o ênfase está no solo, onde um solo saudável é sinónimo de alimentos de qualidade superior. Esta actividade diz não ao uso de produtos agrotóxicos, que são os produtos que se fixam tanto no homem como nos animais, diz não a produtos reguladores do crescimento (hormonas). A agricultura biológica tem como base o uso de estrumes de animais, a rotação das culturas, a adubação verde, a compostagem, o controlo biológico de pragas e doenças a manutenção das estruturas do solo e do desenvolvimento sustentável.
Introdução
O mundo corre a uma velocidade cada vez maior. O homem faz máquinas para acelerar a produção e reduzir custos, em detrimento da qualidade benéfica do alimento, beneficiando da situação consumidor/produtor capitalista. Os resultados provam agora ser maus para a qualidade de vida das populações. O movimento orgânico/biológico está dependente da tecnologia, não exclui a produção sustentável conservando o ambiente, tornando-se independente do uso de combustíveis fosseis usando os biocombustíveis, promovendo a reciclagem e a compostagem, respeitando o solo o ar e a biodiversidade.
A produção biológica é vista como um radicalismo, como um retrocesso da sociedade.
A produção biológica assenta no respeito por todas as formas de vida - (budismo)
É a favor dos proveitos económicos, do aumento dos ganhos de famílias pobres e pela independência de produtos químicos.
Promove a protecção do solo contra a erosão e a lixiviação e protege os rios.
O movimento é a favor de um mundo melhor, uma vida melhor e com melhor qualidade de vida.
Acredita na sustentabilidade do ambiente.
Características
A produção biológica respeita o equilíbrio da natureza advogando o uso de adubação verde e o controlo biológico de pragas.
Estende-se à pecuária dizendo não ao uso de remédios, de hormonas, na ausência de produtos químicos na alimentação do gado.
Desprezo pela indústria química.
Tolerância da indústria mecânica, energética e logística.
Expansão do conceito biológico a outras esferas de produção, como por exemplo a fibra de algodão e da produção da cana de açúcar.
Reconhecimento de um profundo desconhecimento da microflora onde 95% dos organismos no solo são desconhecidos, e, sabendo-se que esta micro actividade facilita a disponibilização de nutrientes no solo, é imperativo que o meio microbiótico seja mais profundamente investigado.
Solo - A produção biológica demora tempo a estabelecer-se, aproximadamente dois anos. Esta situação acontece porque o meio é sujeito a grandes pressões por acção do Homem, o solo e os recursos hídricos são contaminados por produtos nocivos e o equilíbrio é alterado. Um produto só é certificado biológico, quando não apresenta factores poluentes.
Sustentabilidade - Este é um conceito segundo o qual o uso dos recursos naturais para satisfação de necessidades presentes, não compromete as necessidades das gerações futuras. A sustentabilidade é um projecto a longo prazo, onde o utilizador protege o meio usando métodos ecologicamente correctos. Esta actividade tem que ser economicamente viável, pela utilização dimensionada aos fins a que se destina, socialmente justo e culturalmente diverso.
O SOLO
O solo é um corpo natural, sujeito a uma evolução resultante da acção conjunta do clima, e, dos seres vivos, sobre as rochas, durante um período de tempo. É no solo que a matéria orgânica se transforma em matéria mineral por acção dos decompositores. O solo é a base das cadeias alimentares e sendo nele que o coberto vegetal se instala é responsável pela renovação do oxigénio.
O solo forma-se por degradação da rocha sobre influencias várias. A actuação directa do gelo e da água juntamente com mudanças de temperatura causam o desprendimento da rocha da sua matriz. Posteriormente as faces das rochas são enriquecidas com matérias orgânicas, primeiro os organismos pioneiros e depois um gradual aumento de biodiversidade contribuem para o aumento da fixação do coberto vegetal sobre a rocha.
Com o aumento da actividade vegetal e animal, estabelece-se uma camada superior de húmus, também chamada manta morta. Pela acção das chuvas, o movimento das águas para o interior do solo (meteorização) causa uma lixiviação (lavagem dos principais produtos solúveis) iniciando assim a mineralização da matéria orgânica.
Composição - O solo é composto por matéria orgânica, matéria mineral, ar e água. Sendo a matéria vegetal o húmus, resíduos vegetais em decomposição, a matéria mineral composta por areias de granulometria variada, ou silte, areias de partículas muito pequenas. A água no solo associa-se à matéria orgânica ou à matéria mineral por exemplo a argila. Todas as partículas do solo são separadas umas das outras e os espaços entre essas partículas (interstícios) são ocupados pelo ar.
Matéria mineral -
A areia - É uma matéria, permeável e tem uma grande mobilidade. Tem pouca capacidade de retenção de água ou nutrientes.
A argila - É uma matéria pouco permeável de grande capacidade plástica e de forte capacidade de retenção de água e de nutrientes. Tem uma grande afinidade com o húmus.
Matéria orgânica - Tem um elevado poder de retenção de água, é onde se encontram os nutrientes e se estabelece a acção microbiológica. A matéria orgânica melhora a constituição do solo.
O ar - É importante para a germinação das sementes e para a respiração das raízes. Os organismos do solo necessitam de ar para a sua actividade. O ar aquece o solo
A água - Serve de alimento para as plantas e fornece o Hidrogénio. 80% de uma planta é água. A água dissolve e mobiliza os nutrientes.
Classificação dos solos
Em relação à textura um solo pode ser:
Arenoso - Quando 80 a 90% do solo é areia
Argiloso - Onde mais de 30% do solo é argila.
Solo Franco - Onde mais de 50% é silte.
Propriedades
Solo coeso - Quando as partículas permanecem aglomeradas - solo necessita mais matéria orgânica na sua composição.
Solo com tenacidade - Quando o solo oferece grande resistência a alfaias.
Plasticidade do solo - Quando o solo permanece coeso e tem capacidade para ser moldado.
Adesividade do solo - Quando o solo se agarra com insistência ás alfaias.
Permeabilidade - Capacidade de permitir que a água se infiltre com relativa facilidade.
Capilaridade - Propriedade do solo onde a água contida no solo se movimenta pelos interstícios em direcção à superfície do solo.
O solo é a base da agricultura biológica e é um recurso finito.
A formação de trinta centímetros de solo pode demorar a acumular-se entre mil e dez mil anos.
Um grama de solo em boas condições pode conter 600 milhões de bactérias.
A actividade biológica do solo depende da matéria orgânica que a decompõe e assim contribui para a fertilidade e manutenção da estrutura do solo. A matéria orgânica melhora a infiltração e retenção da água aumentando a capacidade de trocas químicas (lixiviação) e com isso aumenta a produtividade do solo.
A Protecção do solo
As variadas pressões da intervenção humana sobre o solo causam um elevado número de problemas muitas vezes de difícil, impossível ou dispendiosa resolução, pelo que se apresenta uma melhor solução um rigoroso controle na prevenção dessas ocorrências.
É necessário prevenir a todo o custo a contaminação dos solos com metais pesados, pois estes elementos entram facilmente nas cadeias alimentares dos animais e do Homem causando graves problemas de saúde.
A impermeabilização do solo é um problema nas grandes urbes e contribui de uma maneira muito significante na destabilização das estruturas do solo tendo como efeito primário a diminuição dos níveis freáticos e consequentes problemas com a salinização do solo especialmente no litoral.
A compactação dos solos por excessivo uso da superfície faz com que o solo deixe de ser permeável contribuindo para maior probabilidade de inundações e aumenta a erosão do solo.
Por Afonso Sousa (Maio 2011)
domingo, 4 de setembro de 2011
Despedidas do Verão.
Os infindáveis ciclos perpetuam-se, e os sinais da Natureza não demoram em fazer-se sentir. É assim, já há muito nos habituamos, tanto, que por vezes pouco lhes ligamos. Para muitos foram as férias que aconteceram e agora de volta aos afazeres, cheios de nova energia, encaramos os dias que se seguem com confiança e ambição.
Espero assim amigos, que a construção do muro da horta, venha a tomar a forma concretizada que a metade já construída merece. A EPA estará de novo a promover as formações e espero, a iniciar a desejada actividade na horta!
Lá no meu quinhão as coisas estão a orientar-se para esta nova fase que se aproxima, com as actividades que preparam a chegada do Inverno. Estudo pois, quais as culturas que ainda posso plantar antes de entregar o terreno nas mãos desse Inverno. Como tive algum sucesso com as beterrabas, semeei e já transplantei para o terreno uma nova safra, é uma cultura que se pode fazer durante todo o ano. Acelgas brancas, calendulas e piri-piris também já ocupam espaço no terreno, cenouras e cebolinho virão seguidamente.
O feijão está quase pronto para ser colhido, e de olhos arregalados espreito as abóboras e as meloas a crescer, e, a amadurecer. Os crizantemos que plantei, desenvolvem-se, vigorosos, tocados pela chuva que tem caído ultimamente, e, por graça, numa corrida com o tempo, para ver se florescem, belos e grandiosos, pelo dia de Todos os Santos.
Seguidamente estou a pensar nos rabanetes, nos nabos e nas couves de Bruxelas, como os meus alimentos preferidos para fazer face à entrada do Inverno, e, no terreno que me sobrar, tentarei fazer culturas de adubos verdes, de trevo encarnado, tremoço bravo, alfafa, mostarda, centeio forrageiro, e, a sempre presente e clássica, fava, adubos verdes que irei enterrar no solo antes das culturas da Primavera. Como projecto mais importante, tenho que estabelecer o objectivo de pôr em funcionamento, pelo menos mais dois compostores de paletes, para me servirem de base no processo de melhoramento da estrutura do solo, pois penso ser esse o mais grave e deficiente problema da horta das barrocas.
Pequenos detalhes que fazem parte deste evolver cíclico da vida, e, enquanto isso a grandiosidade da natureza vai-se manifestando rica em eventos, cheia de acontecimentos, que trazem gratidão, felicidade e alegria à nossa existência.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
domingo, 7 de agosto de 2011
domingo, 31 de julho de 2011
solo sêco e encrostado das nortadas
Olá a todos. Nem sempre as coisas são tão más como suportar as nortadas que últimamente têm fustigado a nossa cidade. Isso porque, lá na horta que é severamente afectada por esta nortada, o resultado é sempre um solo sêco e encrostado.
A parte boa, é que entretanto o poço já tem motor, protegido na sua casinha, e, uma torneira que simplifica a nossa tarefa da rega, que nos levava cerca de duas horas a fazer. Agora é de mangueira e a preocupação pela sua segurança, he he!!! Preocupação é também ver o nível da água do poço cada vez mais baixo. As casinhas das alfaias estão agora em operação, belas e funcionais, muito obrigado!
Bom foi, ver também, o terreno todo limpo, se não, um pouco limpo de mais, quero dizer que a vala de água que queríamos preservar juntamente com a sua biodiversidade tenha sido pura e simolesmente atolada de terra e não se fala mais no assunto. Ressalvo no entanto, o que me parece ser um tanto vergonhoso, que é o pequeno curso de líquido malcheiroso que corre a céu aberto ali ao lado, e, a que não se pode chamar de água. Eis uma tarefa digna de um inspector, o de percorrer a extensão deste curso de "sugo" e, identificar quem contribui para esta agressão ambiental, já para não falar da falta de conformidade.
Futuramente, e, pelo andar das coisas, muito em breve, teremos o muro e a horta vedada e protegida, pelo que nos congratulamos e agradecemos, pois de uma maneira podemos pensar que as nossas culturas estão salvaguardadas. Esperemos que sim.. De todas as coisas que inicialmente foram apontadas como necessárias falta simplesmente um sanitário e assim sendo, continuaremos a desenrrascar-nos nos wcs da padaria.
Sobre a produção, ... tenho uns bocados de feijão verde a produzir umas vagens verdes e saborosas, e, olho atentamente a produção do melão e abóboras. Iniciei também uma plantação de sementes em alveolos que me parece ter bons resultados e aguardo a lua nova para prepara a sua plantação no terreno.
É tudo por hoje. Até breve.
sarraus e borrelhos
A bem dizer, não chove: o céu derrete-se. Silêncio. As terras baixas, atravessadas de regos e de valas onde a água repousa e apodrece, embebem-se ainda mais desta água peneirada que não cessa de cair. Ria cinzenta, céu cinzento, campos alagadiços e uma luz molhada que atravessa as nuvens pegajosas e envolve os seres e as coisas no mesmo tom casto e uniforme. Depois desta série de canais e de charcos estagnados e polidos, na planície baixinha feita com lodo extraído da ria, e com areais do outro lado, onde os sarraus e os borrelhos piam, sob um céu empastado e baixo, encontro-me diante de uma amplidão indefinida, onde a terra e a ria se confundem. Aqui o drama é o da humidade...as névoas têm na ria uma vida extraordinária: cada gota possui uma lama distinta e irisa-se como uma bola de sabão. De forma que não só as figuras se harmonizam com os fundos, mas a todo o momento e à minha vista a paisagem húmida se transforma e muda de aspecto: afasta-se, prolonga-se, não tem fim nem realidade.
A Ria de Aveiro de Raúl Brandão
A Ria de Aveiro de Raúl Brandão
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